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sexta-feira, 14 de dezembro de 2007A arte de Xênia
ANTIPOEMA antipoeticamente falando-escrevendo-sendo brincando com as palavras pessoas comigo também brinquedo meu antitudo-anti-sendo-até-não-vendo não sentindo as coisas abaixo as coisas acima de que lado estou de que lado sou estou antigrávida-de-quem-não-sei contrariada mira que ira preguiçosa e desordenada sem alvo nem direção longe ou perto sem nada nada sabendo lassidão mental paralisia física palavras palavras e mais palavras sem realidade óbvia nem bom nem mau apenas um parto normal sem dor nascendo versos deformados chegam ao mundo vagabundos falidos desde a copulação sem pretensão nada mais a fazer é só crer que isso acontece com os melhores poetas. - Xênia Antunes Número 4 --------------------------------------- .:. ---------------------------------------- terça-feira, 4 de dezembro de 2007O TRABALHO
![]() "O trabalho foi aquilo que o homem achou de melhor para nada fazer da sua vida. Mecanizou, quando se tratava de inventar uma constante vivacidade. Privilegiou a espécie à custa do indivíduo, como se fosse preciso, para perpetuar o género humano, uma pessoa renunciar à fruição de si mesma e do mundo produzindo a sua própria desumanidade. O estado planetário de ruína, isto a que conduziu a transformação da natureza humana numa matéria morta, mereceria ilustrar, nos futuros museus da barbárie arcaica, a salutar advertência: «Aprendam a criar, nunca trabalhem!»" in A Economia Parasitária, Raoul Vaneigem Desenhos de Roland ROURE Número 3 --------------------------------------- .:. ---------------------------------------- sábado, 1 de dezembro de 2007Vaidade
Número 2 --------------------------------------- .:. ---------------------------------------- |
