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sábado, 16 de Janeiro de 2010MONANGAMBÉÉ
![]() António Jacinto, cujo nome completo é António Jacinto do Amaral Martins, nasceu em Luanda em 1924 e faleceu em 1991. Orlando Távora é o pseudónimo utilizado por António Jacinto como contista. Por razões políticas esteve preso entre 1960 e 1972. Militante do MPLA, foi co-fundador da União de Escritores Angolanos, membro do Movimento de Novos Intelectuais de Angola e participou activamente na vida política e cultural angolana. Foi empregado de escritório e técnico de contabilidade, Ministro da Educação de Angola e Secretário de Estado da Cultura. Colaborou com produções suas em diversas publicações nomeadamente Jornal de Angola, Notícias do Bloqueio, Itinerário, Império e Brado Africano e foi membro da revista Mensagem. António Jacinto é considerado, por muitos, um dos maiores escritores angolanos. ~~ Naquela roça grande não tem chuva é o suor do meu rosto que rega as plantações; Naquela roça grande tem café maduro e aquele vermelho-cereja são gotas do meu sangue feitas seiva. O café vai ser torrado pisado, torturado, vai ficar negro, negro da cor do contratado. Negro da cor do contratado! Perguntem as aves que cantam, aos regatos de alegre serpentear e ao vento forte do sertão: Quem se levanta cedo? quem vai a tonga? Quem traz pela estrada longa a tipoia ou o cacho de dendém? Quem capina e em paga recebe desdem fuba podre, peixe podre, panos ruins, cinquenta angolares "porrada se refilares"? Quem? Quem faz o milho crescer e os laranjais florescer - Quem? Quem dá dinheiro para o patrão comprar maquinas, carros, senhoras e cabeças de pretos para os motores? Quem faz o branco prosperar, ter barriga grande - ter dinheiro? - Quem? E as aves que cantam, os regatos de alegre serpentear e o vento forte do sertão responderão: - "Monangambééé..." Ah! Deixem-me ao menos subir às palmeiras Deixem-me beber maruvo, maruvo e esquecer diluído nas minhas bebedeiras - "Monangambéé..." ~~ (Poemas, 1961) Aiuê Angolê --------------------------------------- .:. ---------------------------------------- sábado, 23 de Maio de 2009ARTE SOBRE PENAS
Depois de trabalhar vários anos junto da natureza, seja como fazendeiro ou responsável por uma reserva de caça no norte de Gales, o britânico Ian Davie começou a pintar usando penas de cisne como tela. Davie nunca havia pegado num pincel até 2004, quando decidiu tentar desenhar as cenas da natureza que estava habituado a ver. Depois de terminar quatro quadros e perceber que tinha "um talento natural", decidiu procurar uma tela que fosse natural e durável. "A ideia de pintar em penas veio quando eu estava de férias na Nova Zelândia, depois de ver como os Maoris usavam penas coloridas nas suas roupas cerimoniais", disse Davie à BBC Brasil. "Ao voltar para casa, usei uma pena de cisne que havia recolhido anos antes, na região em que moro. A resposta a essa pintura inicial foi fantástica". "A arte é uma expressão tão pessoal que dois artistas nunca mostrariam a mesma cena da mesma forma. Mas há alguma satisfação quando as pessoas dizem que o nosso trabalho tem características reconhecidas instantaneamente", diz Davie, que conta já ter recebido o comentário várias vezes desde que passou a usar as penas. Antes de as usar, o artista limpa-as, uma a uma, com água quente e algodão, e depois "penteia-as" com uma pinça, para então começar o árduo processo da pintura. Com um pincel de medida 000, usa tinta acrílica para criar imagens de pássaros, borboletas e mesmo de paisagens."Tendo trabalhado toda a minha vida no meio da natureza, não é de surpreender que esses sejam os temas que escolhi pintar, aproveitando a minha experiência." Davie, agora, tem um suprimento contínuo de penas. Os guardas de uma reserva de pássaros perto de sua casa recolhem as penas na época da troca. O artista - que mora no Parque Nacional Snowdonia, no País de Gales, já expôs em várias galerias e no Museu de Arte Moderna da região. Fonte: BBC-Brasil --------------------------------------- .:. ---------------------------------------- quarta-feira, 22 de Abril de 2009PORTINARI - UM ROSTO DO BRASIL
Autoretrato Cândido Portinari nasceu no dia 29 de Dezembro de 1903, numa fazenda de café em Brodoswki, no Estado de São Paulo.Filho de imigrantes italianos, de origem humilde, recebeu apenas a instrução primária e desde criança manifestou a sua vocação artística. Aos quinze anos foi para o Rio de Janeiro em busca de uma aprendizagem mais sistemática da pintura, matriculando-se na Escola Nacional de Belas Artes. Em 1928 conquista o Prémio de Viagem ao Estrangeiro da Exposição Geral de Belas-Artes, de tradição académica. Vai para Paris, onde permanece durante todo o ano de 1930. Longe de sua pátria, saudoso das suas gentes, Portinari decide, ao voltar para o Brasil em 1931, retratar nas suas telas o povo brasileiro, superando aos poucos a sua formação académica e fundindo a ciência antiga da pintura a uma personalidade experimentalista a antiacadémica moderna. O CAFÉ Em 1935 obtém o seu primeiro reconhecimento no estrangeiro, a Segunda Menção Honrosa na Exposição Internacional do Carnegie Institute de Pittsburgh, Estados Unidos, com uma tela de grandes proporções intitulada CAFÉ, retratando uma cena de colheita típica da sua região de origem.A inclinação muralista de Portinari revela-se com vigor nos painéis executados no Monumento Rodoviário situado no Eixo Rio de Janeiro – São Paulo (na hoje “Via Dutra”), em 1936, e nos afrescos do novo edifício do Ministério da Educação e Saúde, realizados entre 1936 e 1944. Estes trabalhos, como conjunto e como concepção artística, representam um marco na evolução da arte de Portinari, afirmando a opção pela temática social, que será o fio condutor de toda a sua obra a partir de então. O MORRO, de 1936, óleo sobre tela (73x60cm) ![]() Companheiro de poetas, escritores, jornalistas, diplomatas, Portinari faz parte da elite intelectual brasileira numa época em que se verificava uma notável mudança da atitude estética e na cultura do país: tempos de Arte Moderna e apoio do mecenas Getúlio Vargas que, entre outras qualidades, soube cercar-se da nata da intelectualidade brasileira de seu tempo. No final da década de trinta consolida-se a projecção de Portinari nos Estados Unidos. Em 1939 executa três grandes painéis para o pavilhão do Brasil na Feira Mundial de New York. Neste mesmo ano o Museu de Arte Moderna de New York adquire a sua tela O MORRO. Em 1940, participa numa mostra de arte latino-americana no Riverside Museum de Nova York e expõe individualmente no Instituto de Artes de Detroit e no Museu de Arte Moderna de New York, com grande sucesso de público, de crítica e mesmo de venda (a menor das preocupações do artista...) Em Dezembro desse ano a Universidade de Chicago publica o primeiro livro sobre o pintor, PORTINARI, HIS LIFE AND ART, com introdução do artista Rockwell Kent e inúmeras reproduções de suas obras. Em 1941, Portinari executa quatro grandes murais na Fundação Hispânica da Biblioteca do Congresso em Washington, com temas referentes à história latino-americana. De volta ao Brasil, realiza em 1943 oito painéis conhecidos como SÉRIE BÍBLICA, fortemente influenciado pela visão picassiana de Guernica e sob o impacto da 2ª Guerra Mundial. Em 1944, a convite do arquitecto Oscaar Niemeyer, inicia as obras de decoração do conjunto arquitectónico da Pampulha, em Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, destacando-se o mural SÃO FRANCISCO e a VIA SACRA, na Igreja da Pampulha. RETIRANTES, 1844, óleo sobre tela 180x220cm A escalada do nazi-fascismo e os horrores da guerra reforçam o carácter social e trágico de sua obra, levando-o à produção das séries RETIRANTES e MENINOS DE BRODOSWKI, entre 1944 e 1946, e à militância política, filiando-se no Partido Comunista Brasileiro e candidatando-se a deputado, em 1945, e a senador, 1947.Ainda em 1946, Portinari volta a Paris para realizar a sua primeira exposição em solo europeu, na Galerie Charpentier. A exposição teve grande repercussão, tendo sido Portinari agraciado, pelo governo francês, com a Légion d'Honneur. Em 1947 expõe no salão Peuser, de Buenos Aires, e nos salões da Comissão Nacional de Belas Artes, de Montevideu, recebendo grandes homenagens por parte de artistas, intelectuais e autoridades dos dois países. A 1ª Missa no Brasil, 1948 O final da década de quarenta assinala o início da exploração dos temas históricos através da afirmação do muralismo. Em 1948, Portinari exila-se no Uruguai, por motivos políticos, onde pinta o painel A PRIMEIRA MISSA NO BRASIL, encomendado pelo Banco Boavista do Brasil.Em 1949 executa o grande painel TIRADENTES, narrando episódios do julgamento e execução do herói brasileiro que lutou contra o domínio colonial português. Por este trabalho Portinari recebeu, em 1950, a medalha de ouro concedida pelo Juri do Prémio Internacional da Paz, reunido em Varsóvia. A chegada da famíla real portuguesa à Bahía - óleo sobre tela 47x71cm, 1952 Em 1952, atendendo a encomenda do Banco da Bahia, realiza outro painel com temática histórica, A CHEGADA DA FAMÍLIA REAL PORTUGUESA À BAHIA e inicia os estudos para os painéis GUERRA E PAZ, oferecidos pelo governo brasileiro à nova sede da Organização das Nações Unidas. Concluídos em 1956, os painéis, medindo cerca de 14x10m cada - os maiores pintados por Portinari - encontram-se no hall de entrada dos delegados no edifício-sede da ONU, em Nova York.Em 1955, recebe a medalha de ouro concedida pelo Internacional Fine-Arts Council de New York como o melhor pintor do ano. Em 1956, Portinari viaja a Israel, a convite do governo daquele país, expondo em vários museus e executando desenhos inspirados no contacto com o recém-criado Estado Israelita e expostos posteriormente em Bolonha, Lima, Buenos Aires e Rio de Janeiro. Neste mesmo ano Portinari recebe o Prémio Guggenheim do Brasil . É o único artista brasileiro a participar na EXPOSIÇÃO 50 ANOS DE ARTE MODERNA, no Palais des Beaux Arts, em Bruxelas, em 1958. No mesmo ano ainda, expõe em Buenos Aires. Em 1959 expõe na Galeria Wildenstein de New York e, juntamente com outros grandes artistas como Tamayo, Cuevas, Matta, Orozco, Rivera, participa na Exposição COLECÇÃO DE ARTE INTERAMERICANA, do Museo de Bellas Artes de Caracas. Em 1960, com o nascimento da neta Denise, Portinari passa a pintar um quadro dela por mês, contrariando as recomendações médicas. Vítima de intoxicação pelas tintas que utilizava, Cândido Portinari morreu em 6 de Fevereiro de 1962, no Rio de Janeiro, quando preparava uma grande Exposição de cerca de 200 obras a convite da Prefeitura de Milão. "Quando o esquife de Portinari saiu do Ministério, na manhã do dia 8, em carreta do Corpo de Bombeiros, dos edifícios envidraçados, do pátio do Palácio da Educação, das bancas de jornais, dos cafés em súbito silêncio diante da Marcha Fúnebre e do Hino Nacional, voltaram-se para o cortejo milhares de caras irmãs das que aparecem nos Morros, nos Músicos, nos Retirantes de Portinari. Milhares de anônimas criaturas suas disseram adeus ao pintor, miraram uma última vez o claro e sutil feiticeiro que para sempre se aprisionou em losangos de luz e feixes de cor. Como se no espelho apagado da vida do artista ardesse num último lampejo tudo aquilo que refletira durante a vida". (Antônio Callado) Fontes: Museu Casa de Portinari, casadeportinari.com.br --------------------------------------- .:. ---------------------------------------- sexta-feira, 10 de Abril de 2009OS ETRUSCOS - Apontamentos sobra a sua Arte e Cultura
Fantástico, este túmulo presente no Museu Etrusco Guarnacci, em Volterra. Era costume da época representar e homenagear os esposos desta forma terna e eterna. (carregue sobra a imagem para a ver aumentada) Hoje, escrevo sobre os Etruscos, esse povo de origem ainda não bem determinada, que usava uma Língua ainda não decifrada e que desapareceu ao fim de dez séculos de existência tal como previra uma das suas profetisas. Eram um povo que habitava a antiga Etrúria, região a oeste dos Montes Apeninos e do rio Tibre e que dominou a região central da Itália durante os séculos VI e VII a.C. Era formado por doze cidades independentes, sendo as mais importantes Volterra, Cortona, Fiesole e Chiusi. Em 283, os etruscos foram dominados e submetidos ao controle dos romanos, perdendo várias características culturais. A CULTURA ETRUSCAMuitas informações sobre esta civilização foram obtidas por historiadores e arqueólogos que descobriram diversos túmulos ao norte de Roma. A partir da análise dos artefactos e dos túmulos, chegou-se a varias revelações importantes: - Os etruscos possuíam uma sociedade aristocrática; - As mulheres etruscas dispunham de uma vida muito emancipada para a época; - Faziam objectos em terracota (vasos, esculturas e enfeites) com grande habilidade; - Dominavam as técnicas de trabalhar o bronze e o metal; - Eram avançados na arte da ourivesaria (fabricação de jóias); - Na arquitectura, destacaram-se nas construções de templos, necrópoles e pontes, usando como base a pedra e o barro. Curiosidade: - A sua escrita, ainda não decifrada pelso pesquisadores desta civilização, um dia que venha a ser interpretada poderá constituir um manancial de novas informações sobre a história e a cultura dos etruscos. Carregue sobra a imagem para a ver maior e poder ler o cartão ![]() Numa visita a Itália, em 2006, uma das maravilhas que mais me fascinaram foi justamente a visita ao Museu Etrusco, em Volterra, una piccola città perto de Firenze e de San Gimignano. Volterra é terra de etruscos. Sente-se por todo o lado a força da sua cultura. No Museu Guarnacci - assim se chama - e para lá de inúmeras tumbas que era moda encomendar, está presente uma figura de bronze, de 57,5 cm de altura e perfeito estado de conservação, de um jovem longilíneo com acentuado alongamento de tronco e membros, braços pendentes junto ao corpo. Chama-se "L'ombra della sera" estimando-se que tenha a bonita idade de mais de 2 mil anos e só foi descoberta na 1ª metade do séc.XVIII (entre 1728 e 1737), no quintal de um simples agricultor que, a princípio, e vendo um objecto tão desmesuradamente esguio, o utilizou como atiçador de fogo, imagine-se! Pensa-se que poderia querer representar o viço da juventude etrusca e o nome "Sombra do Pôr-do Sol" ( atrevo-me a traduzir assim em português ) lhe adveio do facto da sua forma absolutamente incomum lembrar a projecção da sombra num fim de tarde estival. Um deslumbramento! Fotos e texto de Jorge PG --------------------------------------- .:. ---------------------------------------- sexta-feira, 3 de Abril de 2009A ARTE PRE-HISTÓRICA
O Homem sempre procurou representar pictoricamente ou através da escultura todas as preocupações, sentimentos, costumes e práticas do seu quotidiano. Ora representando-os de forma naturalista ora dando asas à fantasia, legou-nos grandes testemunhos para a compreensão da vida na Terra há muitos e muitos milhares de anos. Ainda hoje, quantos desses tesouros não estão ainda por desenterrar? - Reflexão do autor Vénus de Willendorf ![]() As primeiras obras de arte datam do período Paleolítico. Entre as mais antigas já encontradas estão pequenas estátuas humanas como, por exemplo, a Vénus de Willendorf (de aproximadamente 24000 a.C.). Esta pequena estatueta de 11,1cm, esculpida em calcário oolítica e colorida com ocre foi desenterrada há apenas 100 anos, num campo arqueológico próximo da vilazinha de Willwndorf, na Áustria, por um arqueólogo vienense - Josef Szombathy. Representa uma idealização da figura feminina. Os seios, a barriga e a vulva são extremamente volumosos, extraindo-se daí uma relação com o conceito de fertilidade, muito representado na época. Os braços, pouco marcados, dobram-se sobre os seios e não têm uma face visível, sendo a cabeça coberta do que podem ser rolos de tranças ou qualquer tipo de penteado. De reparar, ainda, que os pés não estão esculpidos de modo a que afigura se sustenha por si própria, o que indicia a sua utilização, muito provavelmente, como amuleto. Outras obras de que há vasto conhecimento são os conjuntos de pinturas em cavernas (arte rupestre) e as mais importantes encontram-se em Altamira, Espanha, datando de 30000 a.C. a 12000 a.C.; e em Lascaux, em França, de 15000 a.C. a 10000 a.C. , onde se podem observar pinturas rupestres de animais pré-históricos como: cavalos, bisntes, rinocerontes... Estas pinturas indicam rituais pré-históricos ligados à caça. As imagens demonstram um naturalismo e evoluem da monocromia à policromia entre os anos de 15000 a.C. a 9000 a.C. Em Portugal, para além das já tão divulgadas Gravuras de Foz Coa, destaco, no belo Parque Natural da Serra de São Mamede, o abrigo rochoso de Vale de Junco, ou Lapa dos Gaivões, que possui figuras rupestres com pinturas monocromáticas em ocre vermelho, localizado mais precisamente na Serra dos Louções, a cerca de 10km de Arronches.Este abrigo foi divulgado em 1916, e nesta mesma serra terão sido reconhecidos outros dois, a "Igreja dos Mouros" e a "Lapa dos Louções". Localizado no meio de um pinhal, aqui estão reproduzidas silhuetas antropomórficas e zoomórficas, desenhos de mãos e outros sinais, em tons maioritariamente ocre vermelho, mas também noutras séries cromáticas, desde o amarelo até ao negro. As gravuras terão sido realizadas durante os Períodos Neolítico e o Calcolítico da área abrangida pela designada "Arte esquemática da Andaluzia". Em Oliveira de Frades, concelho de Viseu, encontra-se a Anta Pintada de Antelas, um dos monumentos megalíticos mais extraordinários do nosso país. Nesta câmara funerária vemos, pintadas a vermelho e preto, representações geométricas figurativas e outras abstractas.Entre os elementos identificados nestas pinturas são de referir ziguezagues, labirintos, o sol e a lua, dentes de lobo e figuras humanas. Classificada como Monumento Nacional desde 1990, a Anta de Antelas surpreende pelo bom estado em que se encontra, ao que consta devido aos cuidados da Câmara Municipal de Olivieira de Frades. --------------------------------------- .:. ---------------------------------------- quinta-feira, 26 de Março de 2009DESIGN - CADEIRAS
SÓ UMA PEQUENA NOTA NESTA REABERTURA. O PROJECTO INICIAL DESTE BLOGUE MANTÉM-SE INALTERADO. FALAR DAS ARTES E DA CULTURA NOS SEUS MAIS DIFERENTES ASPECTOS, ÉPOCAS E CONCEITOS SERÁ O QUE POR CÁ PODEM ESPERAR. CHAIR-APPEAL ROCKING-CHAIR com luz de leitura incorporada SURF-CHAIR WORKSTATION - Design de Kenneth Lylover VASA INTESTINA - A 1ª versão foi criada em 2007 por Lisa Jones MANTA - CADEIRA ACÚSTICA CABBAGE-CHAIR (CADEIRA-COUVE) criada por Nendo CHAISE LONGUE Carregando sobre as imagens poderá vê-las em formato maior. Qualquer dia trago mais. Public. nº 5 --------------------------------------- .:. ---------------------------------------- sexta-feira, 14 de Dezembro de 2007A arte de Xênia
ANTIPOEMA antipoeticamente falando-escrevendo-sendo brincando com as palavras pessoas comigo também brinquedo meu antitudo-anti-sendo-até-não-vendo não sentindo as coisas abaixo as coisas acima de que lado estou de que lado sou estou antigrávida-de-quem-não-sei contrariada mira que ira preguiçosa e desordenada sem alvo nem direção longe ou perto sem nada nada sabendo lassidão mental paralisia física palavras palavras e mais palavras sem realidade óbvia nem bom nem mau apenas um parto normal sem dor nascendo versos deformados chegam ao mundo vagabundos falidos desde a copulação sem pretensão nada mais a fazer é só crer que isso acontece com os melhores poetas. - Xênia Antunes Número 4 --------------------------------------- .:. ---------------------------------------- |
